07
Jul
09

Preconceito relativo

Pois é. Os tempos de fato mudaram. Fiquei reparando hoje como racismo, esterótipos e preconceitos são diferentes do que as pessoas costumam pensar. Por exemplo, a imagem clichê é que negros, gays, judeus e sulamericanos são maltratados na sociedade, que não tem espaço no meio social e blá blá blá. Pura merda. É apenas parte da verdade, apenas o que as ONGs humanitárias querem que seja visto. Duvida? Ok, vamos aos exemplos práticos.

Haiti. País mocado, pobre, cheio de problema e o cacete a quatro. Sua população é acima de 90% negra, e os branquelos mandavam na área lá, até que os bronzeados se revoltaram e estraçalharam os caucasianos, como definiria o orkut. A cultura deles é: “branco = ruim”, por isso que mandaram os militares 2×2 brasileiros para ajudar lá nas revoltas internas. Pergunte se algum suíço foi enviado? Claro que não.

Natal, RN. Aqui mesmo onde eu moro, existe um preconceito muito grande com gringos, já que a maioria deles vêm para cá atrás da prostituição infantil. Por causa disso, diversos turistas que estão aqui na boa, só curtindo, são mal julgados, e em alguns casos até maltratados. Algo como cubanos nos Estados Unidos.

Queer Duck. Filme de um pato que é gay, e vive num meio… gay. No longa, os héteros não são propriamente maltratados, mas são claramente satirizados.


Só para quebrar o gelo e respirar um pouco

Logo, chega-se a conclusão que não são grupos específicos que sofrem preconceitos, e sim as minorias na sua respectiva localidade. Para exemplificar melhor, imagine um judeu entre uma cidade católica. Agora imagine um católico numa cidade judia. O preconceito é o mesmo, mas as vítimas mudam.

Isso posto, comece a perceber a hipocresia presente. Existe um mercado por trás da imagem tradicional do preconceito, e acredite, lucra-se muito com isso. Ao definir um padrão para uma cultura, você a solidifica bem perante uma sociedade, e uma cultura “definida” é mais unificada que uma “solta”, portanto, mais fácil de vender. A cultura negra, por exemplo, sofre uma hipervalorização sob as outras culturas, e por ser unificada, geralmente é vendida em pacotes fechados, algo como “negros gostam de rap, sabem dançar e falam de um jeito gueto lifestyle”.

Como isso pode ser vendido? Em filmes, marcas de roupas, músicas, acessórios para o corpo e por aí vai. O mesmo vale para o público gay. Hoje em dia é moda. Isso inclusive pode ser considerado em muitas e muitas culturas e há numerosos nichos de mercado que se aproveitam disso.

Qual a vantagem? Ninguém pode questionar. Questione um negro, um gay, ou um sulamericano (em países centrais) sobre sua cultura, e prepare-se para ser fuzilado por todos. Mesmo embora negros, gays e sulamericanos também sejam preconceituosos. Eles têm o aval da mídia, por assim dizer. Você é mau se disser que rap é uma merda, por exemplo, pois o mesmo é uma forma de exposição cultural. Se um viado te der uma cantada, e você reagir com agressividade verbal, é crime, mas se uma mulher chegar em um viado e for escurraçada, é engraçado. Funny.


Exemplo de um preconceito errôneo

Para variar, não estou me colocando contra ou a favor de nada. Só estou dizendo que há culturas passíveis de serem questionadas e outras não, e isso só ocorre porque a mídia em especial lucra com isso além de facilitar um controle social. Preconceito não é algo positivo, mas é natural independente da cultura. O que tem de ser feito, é abolir realmente qualquer preconceito, seja com heterossexuais, homossexuais, estrangeiros, capiais, meninas, meninos…qualquer um.


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